sábado, 10 de dezembro de 2011

Emerson Santana


TELA DE DENTRO


Pus no cavalete a tela

e deslizei meio a contento

pincéis por toda ela por intento.


Ao terminar a obra

percebi, por um momento,

que não pintara o quadro.


Pintara o sentimento.



Vitrola


quando em vez

Sorrio

meninito, brinco

de longo pavio

Sinto

o som vir do

Vinil

e comigo brinco

sei que sou Brasil

seco o vinho tinto

quando em vez

sorrio


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Edgar Izarelli de Oliveira

Minha Alma Perene

Trouxe a realidade ao presente
Deixando as ilusões para trás
E levando os sonhos ao futuro!

Do rio inverti a corrente
Agora sou dono do que o tempo me traz
E pelo dia de hoje me aventuro!

Quebrei os elos do juramento
E agora que minha vida a mim pertence
Não desistirei mais de mim!

Se há necessidade não é sentimento
O amor só ao querer se sente!
A vida, que bom! Não aprendi no fim!

Experimento agora a liberdade
Experimento agora minha alma perene
Desfruto desse instante e à vida digo sim!

Inunda-me a fidelidade
Desse meu querer te amar enfim
Longe dos alertas e das sirenes!

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